No dia 22 de agosto, ocorreu o terceiro dos quatro encontros do ciclo: “O olhar da Zeladoria pelo Patrimônio Cultural”, uma parceria entre o Museu de Arte Sacra e o Estúdio Sarasá.
Sediada na Casa Sede do Instituto Sarasá, a terceira oficina intitulada “A Digital do Tempo: Fotografia e Zeladoria Preventiva”, foi ministrada por Vitória Nogueira, integrante da equipe de Zeladoria do Patrimônio Cultural no Estúdio Sarasá. O encontro abordou a história e o ofício da fotografia, bem como o seu papel fundamental para as frentes da Zeladoria, para os usos cotidianos e para as reflexões filosóficas.
A partir de referências literárias, explorou-se a fotografia na atualidade e seus significados sociais, teoria baseada no livro ‘Favor fechar os olhos: Em busca de um outro tempo’, de Byung-Chul Han. Com a obra ‘Cidade sem Vestígios’, do Prof. Carlos Lemos, foram discutidas a história do patrimônio, a arquitetura e a trajetória do Instituto Sarasá até a ocupação do casarão. Já a antologia de contos ‘Brás, Bexiga e Barra Funda’, de Antônio de Alcântara Machado, serviu de base para um debate sobre as narrativas e aspectos históricos do bairro operário paulistano onde a Casa Sede está situada.
No segundo momento, os participantes analisaram a planta da Casa Sede impressa nos formatos A1 e A4, aprofundando o entendimento sobre a estrutura e os levantamentos arquitetônicos.
Conteúdo programático da oficina:
- Registro do patrimônio: visitas, vistorias e relatórios
- Acervo fotográfico: aspectos e profissão
- Exposições e expografias
- Composição fotográfica aplicada a edificações
- Casa Sede do Instituto Sarasá: tombamento, história e futuro centro cultural
- Levantamentos: fichas de registro
- Histórico de preservação do imóvel
- Cronologia construtiva
- Projeto técnico e memorial descritivo da Casa Sede
- Fotografia e tempo: atualidade, ação e continuidade
- Experiências fotográficas e perspectivas
- Exercício prático e registros dos participantes
Durante a atividade prática, os alunos produziram fotografias voltadas ao monitoramento de patologias, à identificação de materiais e ao levantamento de danos. Com base nesses materiais e orientações, os participantes elaboraram suas próprias fichas e relatórios técnicos nos moldes dos documentos oficiais da equipe de Zeladoria, consolidando os registros e análises desenvolvidos ao longo da oficina.

