Ponte Torta é premiada entre melhores do mundo na Itália

07-abr-2016

5ª Edição do Prêmio Internacional Domus de Restauro e Conservação, nessa quarta-feira (6) na Universidade de Ferrara, na Itália, reconheceu o projeto “Ações de Conservação e Zeladoria da Ponte Torta” como uma das melhores iniciativas mundiais no âmbito do patrimônio histórico.

Com iniciativa da Prefeitura e implementação pelo Estúdio Sarasá, o trabalho envolveu tanto ações físicas nas ruínas da ponte quanto a mobilização da comunidade para o reconhecimento do local como monumento da memória coletiva.

“A recuperação da Ponte Torta não ocorreu apenas pelo fato de ela ser um monumento com papel histórico e paisagístico. Essa revitalização significa a preservação de valores e da relação que todos os jundiaienses nativos ou radicados possuem com a cidade”, afirma o prefeito Pedro Bigardi.

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O prefeito Pedro Bigardi e a secretária Daniela da Camara na entrega do projeto, em 2015

O envolvimento dos técnicos e dos moradores no processo acabou colocando a ponte de 50 mil tijolos, construída entre 1886 e 1888, como um marco do início da industrialização de Jundiaí.

De acordo com a secretária de Planejamento e Meio Ambiente, Daniela da Camara Sutti, esse entendimento foi ampliado com as memórias pessoais e familiares da comunidade.

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“O conceito de zeladoria trouxe espaço para o lado mais afetivo, inclusive com a circulação da carreta do projeto por diversos bairros, mostrando de forma participativa que essa relação com a ponte existia em toda a cidade”, diz.

Além do monumento, o projeto acabou criando também um pequeno mirante no início da Esplanada do Monte Castelo e uma praça ao lado da Ponte Torta que homenageia o ativista cultural Erazê Martinho. A entrega do conjunto, emoldurado por grafites no entorno como na palavra “veracidade”, aconteceu como ponto alto do 360º aniversário de Jundiaí em dezembro.

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Representando o projeto no evento, o restaurador Toninho Sarasá defendeu o conceito de zeladoria aplicado no projeto de Jundiaí. “Viva a Ponte Torta, viva nós que acreditamos no amor ao patrimônio e viva o amor das pessoas de Jundiaí”, afirma.

O projeto foi um dos destaques escolhidos entre 84 projetos inscritos de várias partes do mundo.

Também foram premiados os restauros de Prédios Tradicionais de Madeira e Vidro em Koya (Tokushima, Japão), da Igreja da Fraternidade da Misericórdia (Turim, Itália), das Salas da Fortaleza de Hohensalzburg (Salisburgo, Áustria), da Ex-Portaria Central da Vila Sanatorial (Sondalo, Itália), do Teatro Thalia (Lisboa, Portugal), do Castelo de Doria (Dolceacqua, Itália), Ecoresort Casa Yun (Guilin, China), do prédio do Instituto de Arquitetos do Brasil (São Paulo), da Torre Sudeste do Complexo Quattro Coronati (Roma, Itália), da Abadia de São Clemente, depois do terremoto (Pescara, Itália), do Campanário da Catedral (Parma, Itália) e do Museu e Capela do Bispo (Ravena, Itália).

Os projetos vão ser também tema da revista Paesaggio Urbano, que circula no Salão do Restauro. De acordo com a colaboradora da publicação, Mariana Rolim, “é muito bom encontrar um projeto brasileiro de patrimônio sendo reconhecido na Itália”.

Além de Toninho Sarasá, atuaram diretamente na equipe do projeto as técnicas Flávia Sutelo e Magda Rosa entre outros colaboradores, como Wagner Ramos, além dos responsáveis legais Marcelo Ramos Sarasá Martin e Graziella Giogi Martin Gomes.

Pela Prefeitura, além dos técnicos da Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente, colaboraram técnicos das Secretarias de Cultura, Educação, Serviços Públicos, Agricultura, Abastecimento e Turismo, e da DAE.

Tudo isso, claro além de moradores apaixonados pela Ponte Torta e especialistas da comunidade.

 

Fonte: Prefeitura de Jundiaí

 

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