infra, Autor em Estúdio Sarasá https://estudiosarasa.com.br/author/infra/ Conservação e Restauro Wed, 21 Jan 2026 13:17:37 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://estudiosarasa.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Logo-Estudio-Sarasa-SQ-512-150x150.png infra, Autor em Estúdio Sarasá https://estudiosarasa.com.br/author/infra/ 32 32 ‘O Agente Secreto’: conheça o Cinema São Luiz, destaque no filme vencedor do Globo de Ouro https://estudiosarasa.com.br/o-agente-secreto-conheca-o-cinema-sao-luiz-destaque-no-filme-vencedor-do-globo-de-ouro/ Tue, 13 Jan 2026 20:01:00 +0000 https://estudiosarasa.com.br/?p=991081 O Estúdio Sarasá, desde 2024, atua na restauração do histórico Cinema São Luiz, um dos maiores símbolos culturais do Recife e referência nacional. Ver esse patrimônio ganhar destaque internacional em um filme vencedor do Globo de Ouro reforça a importância de preservar nossa história. Um trabalho que une o fazer técnico especializado, a memória e...

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O Estúdio Sarasá, desde 2024, atua na restauração do histórico Cinema São Luiz, um dos maiores símbolos culturais do Recife e referência nacional. Ver esse patrimônio ganhar destaque internacional em um filme vencedor do Globo de Ouro reforça a importância de preservar nossa história. Um trabalho que une o fazer técnico especializado, a memória e o cinema.

Fonte: Portal G1

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Centenário do Château d’Eau: responsável pelo restauro avalia importância cultural do símbolo cachoeirense https://estudiosarasa.com.br/centenario-do-chateau-deau-responsavel-pelo-restauro-avalia-importancia-cultural-do-simbolo-cachoeirense/ Tue, 21 Oct 2025 14:46:30 +0000 https://estudiosarasa.com.br/?p=991065 Por Redação/Portal OCorreio / 20 de outubro de 2025   O centenário do Château d’Eau, um dos principais cartões-postais de Cachoeira do Sul, foi comemorado no último sábado (18), com uma programação cultural, em frente à Catedral. Seu restauro foi entregue em março de 2017, após 10 meses de trabalho do Estúdio Sarasá, de São Paulo. O responsável,...

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Por Redação/Portal OCorreio / 20 de outubro de 2025

 

O centenário do Château d’Eau, um dos principais cartões-postais de Cachoeira do Sul, foi comemorado no último sábado (18), com uma programação cultural, em frente à Catedral. Seu restauro foi entregue em março de 2017, após 10 meses de trabalho do Estúdio Sarasá, de São Paulo. O responsável, Antônio Sarasá, foi entrevistado na manhã desta segunda-feira (20), no programa Vale Informação – da Rádio Vale FM 99.1 -, abordando as críticas recorrentes nas redes sociais acerca do estado atual do monumento:

A obra de resturo contou com investimento de R$1,1 milhão, patrocinado pela Corsan, estatal que se comprometeu ao renovar com a Prefeitura o contrato para a prestação de serviços de tratamento e distribuição de água e esgotamento sanitário em Cachoeira do Sul.

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Casarão Solar dos Câmara passa por restauração https://estudiosarasa.com.br/casarao-solar-dos-camara-passa-por-restauracao/ Tue, 07 Oct 2025 16:15:43 +0000 https://estudiosarasa.com.br/?p=991060 O Solar dos Câmara e os trabalhos de conservação e restauro fizeram parte de uma reportagem muito especial para o Jornal do Almoço da RBS TV.

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O Solar dos Câmara e os trabalhos de conservação e restauro fizeram parte de uma reportagem muito especial para o Jornal do Almoço da RBS TV.

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EDIFÍCIO DA ANTIGA ESCOLA NORMAL CAETANO DE CAMPOS https://estudiosarasa.com.br/edificio-da-antiga-escola-normal-caetano-de-campos/ Mon, 15 Sep 2025 17:59:45 +0000 https://estudiosarasa.com.br/?p=991006 uma experiência de aprendizagem a partir das reflexões e dos gestos que realizam a conservação e o restauro Antes de uma intervenção de conservação e restauro no Patrimônio Cultural Edificado, diferentemente de uma reforma, acontece um trabalho feito por diversos profissionais, com a leitura da edificação, de seu estágio de conservação e compreensão de sua...

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uma experiência de aprendizagem a partir das reflexões e dos gestos que realizam a conservação e o restauro

Antes de uma intervenção de conservação e restauro no Patrimônio Cultural Edificado, diferentemente de uma reforma, acontece um trabalho feito por diversos profissionais, com a leitura da edificação, de seu estágio de conservação e compreensão de sua história. Temos em mãos um projeto de restauro, o qual precisa ser atualizado, muitas vezes, seja pela passagem do tempo, seja pela ocorrência de um novo contexto climático, por exemplo. Neste trabalho inaugural são mapeados os detalhes construtivos do bem cultural, de seus componentes e elementos artísticos É neste momento, caso o projeto não detalhe, que nos debruçamos nos estudos de granulometria das argamassas, as tipologias e operações de esquadrias, entendimento da cobertura,  compreensão dos saberes e fazeres envolvidos. Tudo isso e mais uma série de inspeções e atualizações, antes mesmo da montagem de um canteiro de obras.

Com o intuito de experienciar um canteiro de obras em andamento, a equipe de Zeladoria do Patrimônio Cultural do Estúdio Sarasá, em setembro de 2025, esteve na Antiga Escola Normal Caetano de Campos (atual Sede da Secretaria do Estado da Educação), obra de conservação e restauro, podendo vivenciar o ato interventivo pelas mãos de quem o executa. Essa escrita objetiva descrever essa vivência inter e transdisciplinar.

O Edifício chamado de Caetano de Campos foi construído em 1894 pelo Escritório Técnico Ramos de Azevedo. Sede da primeira Escola Normal paulista, foi concebida como um dos símbolos da educação do Estado, fazendo referência a “Caetano de Campos”, médico e educador responsável por executar a reforma promovida na estrutura de ensino, com a criação das escolas-modelo e a introdução de novas disciplinas no currículo, com o objetivo de modernizar as práticas pedagógicas. Foi também diretor da Escola até o momento de sua morte, em 1891. Outra de suas preocupações foi a criação de um prédio sede para a escola normal, visto que antes ela encontrava-se dividida em diferentes endereços. O tombamento do edifício ocorreu a partir de reivindicação da população, especialmente ex-alunos,  contrária à sua demolição na década de 1970, a qual foi anunciada pelo metrô para a construção da Estação República. Com a transferência do local do Instituto de Educação em 1978, abriga desde então a sede da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. Sendo reconhecido como monumento histórico e tombado como bem cultural do Estado e do Município de São Paulo pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Artístico Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo (CONDEPHAAT), e pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (CONPRESP).

“Ela é mais que os edifícios nos quais se desenvolveu e mais que os nomes daqueles que lhe guiaram o leme. (...) A Escola ‘Caetano de Campos’ de hoje, a Escola Normal da Capital de ontem ou o Instituto de Educação de hoje tem prestado serviços relevantes à coletividade e muitos mais ainda vai prestar”

Figura 01: Registro de 1902 da Escola Caetano de Campos. Fonte: Guilherme Gaensly, via Instituto Moreira Salles.
Figura 02: Escola Normal Caetano de Campos 1905/1910. Fonte: Guilherme Gaensly via Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.
Figura 02: Escola Normal Caetano de Campos 1905/1910. Fonte: Guilherme Gaensly via Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.
Figura 03: Esquina da praça da República com a Escola Caetano de Campos na década de 1950. Fonte: Museu Paulista da USP.
Figura 03: Esquina da praça da República com a Escola Caetano de Campos na década de 1950. Fonte: Museu Paulista da USP.
Figura 04: Praça da República e Antiga Escola Normal Caetano de Campos na atualidade. Via Governo do Estado de São Paulo.
Figura 04: Praça da República e Antiga Escola Normal Caetano de Campos na atualidade. Via Governo do Estado de São Paulo.

Os trabalhos de conservação e restauro da Antiga Escola Normal Caetano de Campos são executados pelo Consórcio Caetano de Campos, em que o Estúdio Sarasá faz parte e iniciaram em outubro de 2024. Dentre os serviços, destacam-se a recuperação das fachadas, esquadrias, cobertura e ornamentos. O projeto busca restituir a integridade estética e estrutural do edifício por meio de técnicas especializadas de conservação, recomposição de seus elementos e tratamento de áreas degradadas, assegurando o respeito aos materiais históricos e a proteção do conjunto arquitetônico. Trata-se de uma intervenção abrangente que une rigor técnico e respeito ao patrimônio cultural, devolvendo à edificação sua leitura arquitetônica plena e garantindo sua preservação.

Figura 05 a 11: Oficinas presentes no canteiro de obras da Caetano de Campos, com espaço para modelagem, tratamento de esquadrias e conservação da fachada. Acervo Estúdio Sarasá.
Figura 05 a 11: Oficinas presentes no canteiro de obras da Caetano de Campos, com espaço para modelagem, tratamento de esquadrias e conservação da fachada. Acervo Estúdio Sarasá.

A oficina ministrada no canteiro de obras teve como mote a temática das argamassas tradicionais e o uso da cal, um material bastante abundante em se tratando de edificações históricas. Com isso, o conhecimento técnico e os saberes tradicionais foram transformados em uma prática acessível e sensível. Da calcinação da pedra à aplicação da cal, da hidratação à lenta cura que a reconduz à solidez, foram demonstrados processos que extrapolam a teoria, que podem (e devem) ser vividos e sentidos para que sejam genuinamente compreendidos.

Para compreendermos a parte técnica sobre o ciclo da cal, foi destacado que a pedra calcária, composta essencialmente por carbonato de cálcio, é submetida à calcinação e transforma-se em cal virgem (óxido de cálcio). Ao juntar-se à água, ocorre a hidratação, onde a cal passa pela “queima”, liberando calor,  transformando-se em cal hidratada, revelando uma textura fina e maleável, que deve ser cuidada diariamente no canteiro.

A partir disto, com o amassamento e a incorporação de areias e outros elementos, nasce a argamassa fresca. Esta, após aplicada, “repousa”, passando por um período de cura, onde parte da água evapora enquanto o hidróxido vai recuperando dióxido de carbono do ar, em um processo de carbonatação, recriando progressivamente carbonato de cálcio e endurecendo a massa até a argamassa final.

Esse ciclo, que envolve desde a pedra à cal virgem, à cal hidratada, à argamassa e de volta ao carbonato, não é somente químico, ou seja, é o que permite que os patrimônios culturais respirem e, consequentemente, perdurem por séculos chegando até nós. A composição de cal deixa o conjunto poroso, facilitando as trocas gasosas, o que evita que a umidade fique aprisionada nos alicerces e revestimentos, protegendo os bens culturais. Desta forma, deve-se evitar, nas construções históricas, soluções impermeáveis que, em vez de ajudar, aceleram a degradação.

Figura 12: Diagrama da reação química da cal com a água. Acervo Estúdio Sarasá

Na conservação e restauro do patrimônio cultural é preciso cultuar os fazeres construtivos de outrora, estudando-os e lançando mão de técnicas compatíveis física, química, estética e culturalmente para a preservação, levando em consideração as propriedades dos materiais, sua durabilidade e qualidade. A conservação parcial ou pontual deve ser adotada em detrimento da remoção e substituição total. Preserva-se ao máximo o material preexistente, atentando-se ao seu estágio de sanidade e características.

Sendo assim, as argamassas de cal são adequadas, pois as alvenarias e revestimentos tinham originalmente este material como base. Como características, destacam-se: a plasticidade, a porosidade, a permeabilidade, a resistência mecânica, a inércia térmica, um menor custo. Conforme Kanan (2008, p. 24), “as argamassas e rebocos à base de cal atuam como material de sacrifício, e, por isso, protegem a estrutura”, o que respeitamos em nossas atuações.

A oficina realizada no canteiro de obras do edifício Caetano de Campos foi realizada por Marcos Máximo, mestre de restauro do Estúdio Sarasá, sendo o responsável pela passagem desses saberes à equipe de Zeladoria do Patrimônio Cultural do Estúdio, área com ênfase em iniciativas que valorizam o componente humano do patrimônio, pela retomada do conhecimento, de saberes, fazeres e dizeres, pela atualização e possibilidades dos discursos concernentes, através da abertura de projetos, agendas, oficinas e canteiros vivos. Consubstanciada em metodologia própria e princípios, é uma maneira de olhar e realizar a preservação dos bens e culturas, sobretudo pela valorização da afetividade dentro do processo, sendo a experiência da oficina uma importante etapa no aprendizado.

Dessa forma, a abertura do canteiro à Zeladoria possibilitou o diálogo acerca da recomposição de argamassas históricas bem como o refazimento de panos lisos, ornatos e frisos, transformando conceitos em experiência sensorial.  O aprendizado vivido no canteiro, pela observação e prática junto a quem domina o ofício, permitiu uma compreensão apurada dos processos e suas nuances.

Figura 13 a 18:  Visita ao canteiro de obras: aprendendo sobre os processos de preparação da argamassa e o funcionamento dos moldes utilizados na reconstituição de ornatos. Acervo Estúdio Sarasá

Esse tipo de saber, no entendimento das equipes do Estúdio Sarasá, é o que precisa ser transmitido. Não se trata apenas de difundir receitas e proporções, mas o entendimento e o respeito, a paciência e o tempo, o afeto pelo material e o desejo de que as próximas gerações saibam da técnica. Nessa passada do conhecimento, a sensibilidade é um ponto de grande relevância, pois a possibilidade de sentir as texturas e o trabalho da cal como um gesto de cuidado, é uma etapa que suscita a continuidade e o amor pelo patrimônio cultural.

Figura 19: Um convite à reflexão. Acervo Estúdio Sarasá
Figura 19: Um convite à reflexão. Acervo Estúdio Sarasá

O mestre Marcos ensinou princípios no trabalho com o patrimônio cultural. Com a sigla CHA, ele norteou o espírito constituidor da atuação em equipe e no coletivo, ou seja:

 

“C” de Conhecimento: não apenas acúmulo de informações, mas cuidado com a memória técnica. Conhecimento compartilhado cria segurança; é a base que permite decisões conscientes e respeito pela história que se conserva.

 

“H” de Habilidade: o saber que vira gesto. É o treinamento do corpo e da mente, a precisão do movimento, a sensibilidade do toque. Habilidade é escutar a matéria com as mãos. É também ensinar e aprender: a perícia aumenta quando se divide.

 

“A” de Agilidade: não a pressa, mas a capacidade de responder com clareza. Agilidade é manter flexibilidade sem perder o propósito; é reorganizar-se para proteger o bem comum.

 

Assim, no trabalho em equipe, busca-se a integralidade: a confiança nos processos e ajustes que levam à excelência, a comunicação esclarecedora e permeada de intenções, a humildade para acolher pontos de vista e a responsabilidade para com os resultados. Estes pilares (Conhecimento, Habilidade, Agilidade) não competem, mas convergem, estabelecendo uma rede para a preservação, tornando-se um lema de que trabalhar com excelência é também cuidar uns dos outros e daquilo que nos foi confiado.

Conforme apresentado por Marcos Máximo, as edificações falam quando aprendemos a escutá-las, com os olhos, as mãos e o coração. Cada parede, fissura e acabamento guarda sinais de sua história, mas é preciso instrução e guia para decifrá-los. Por isso, os mestres detentores dos conhecimentos de cada ofício são figuras imprescindíveis para este processo, pois neles se condensa a transmissão de saberes e fazeres que atravessam o tempo, guardando em seus gestos uma memória coletiva, para além do que se encontra nos livros, capaz de unir experiência e intuição.

Compreendemos, assim, a premência na perpetuação desse conhecimento, por meio de canteiros abertos e vivos, espaços em que teoria e prática se entrelaçam, permitindo o aprendizado direto com a matéria e com as  afetividades intrínsecas ao bem cultural. Em obras singulares, como na Antiga Escola Normal Caetano de Campos, esse gesto ganha ainda mais sentido, por não se tratar apenas de conservar fachadas e esquadrias, mas de manter pulsando um legado, permitindo que o passado dialogue com o presente e se projete para o futuro com integridade e sensibilidade.

Texto escrito por: Carolina Barboza Pinotti, Maria Clara Verissimo

Referências: ARQUIVO ARQ. Escola Normal Caetano de Campos. Disponível em: https://arquivo.arq.br/projetos/escola-normal-caetano-de-campos

 

DE SOUZA, Eduardo. Objetos da modernidade: a Escola Caetano de Campos e seu jardim de infância–São Paulo (1890-1920). Revista Linhas, v. 24, n. 54, p. 431-462.

INSTITUTO DE EDUCAÇÃO CAETANO DE CAMPOS. CONDEPHAAT – Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo. Disponível em: http://condephaat.sp.gov.br/benstombados/instituto-de-educacao-caetano-de-campos-2/

KANAN, Maria Isabel. Manual de conservação e intervenção em argamassas e revestimentos à base de cal. Brasília, DF: IPHAN / Programa Monumenta, 2008. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/uploads/publicacao/CadTec8_ConservacaoeIntervencao_m.pdf

RUDOLFER, Noemi. Poliantéia do Centenário do Ensino Normal em São Paulo. São Paulo: Instituto de Educação Caetano de Campos, 1946.

SECRETARIA DA EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO. Escola de Formação – Portal da Escola Caetano de Campos. Disponível em: http://www.escoladeformacao.sp.gov.br/portais/Default.aspx?tabid=7541

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Secretaria da Fazenda completa 134 anos com resgate de sua memória https://estudiosarasa.com.br/secretaria-da-fazenda-completa-134-anos-com-resgate-de-sua-memoria/ Wed, 26 Mar 2025 17:36:48 +0000 https://estudiosarasa.com.br/?p=990738 Publicação: 21/03/2024 às 09:00Fonte: fazenda.rs.gov.br  Cores originais dos prédios da Sefaz serão recuperadas – Foto: Robson Nunes/Ascom Sefaz Restauro dos prédios que sediam a secretaria prevê recuperação das fachadas e dos pórticos, mantendo técnicas construtivas originais Esta quinta-feira (21) marca o aniversário de 134 anos da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz). E, mais do que comemorar...

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Publicação: 21/03/2024 às 09:00
Fonte: fazenda.rs.gov.br 

Cores originais dos prédios da Sefaz serão recuperadas - Foto: Robson Nunes/Ascom Sefaz
Cores originais dos prédios da Sefaz serão recuperadas - Foto: Robson Nunes/Ascom Sefaz

Restauro dos prédios que sediam a secretaria prevê recuperação das fachadas e dos pórticos, mantendo técnicas construtivas originais

Esta quinta-feira (21) marca o aniversário de 134 anos da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz). E, mais do que comemorar com seus servidores, a instituição quer oferecer um presente à sociedade gaúcha: uma oportunidade de olhar para sua história. Está em andamento o restauro dos prédios que sediam a Sefaz, conjunto de importância arquitetônica e histórica para o Centro de Porto Alegre. O trabalho preservará a característica original dos edifícios entre a Avenida Mauá e a Rua Siqueira Campos, cuja construção foi finalizada na década de 1950.

 

 

Quem circula pelo entorno do Casarão percebe o andaime, o canteiro de obras e o vai-e-vem de funcionários. O serviço, que tem investimento de R$ 8,3 milhões com recursos do Estado, envolve a restauração de todas as fachadas, inclusive as internas, e dos pórticos existentes entre os dois edifícios. Os revestimentos, ornamentos e esquadrias serão recuperados e pintados.

Para se ter uma ideia da dimensão do serviço, serão 578 janelas restauradas – 16 já foram retiradas. Os funcionários, que atuam em uma espécie de ateliê em um canteiro de obras, descascam todas as camadas prévias de pintura (até chegar na madeira), fazem pequenos reparos e depois preparam a janela para receber nova cor. Atualmente, cerca de 20 pessoas atuam em diferentes frentes.

“É uma atividade muito detalhista e de grande extensão”, explica o chefe da Seção de Infraestrutura do Departamento de Administração (Depad), Guilherme Puglia, responsável pelo andamento do serviço na Sefaz.

A recuperação, feita pelo Estúdio Sarasá Conservação e Restauro, terá duração de dois anos, com previsão de conclusão para o início de 2026. Mas, muito antes disso, já será possível perceber mudanças: “Como trabalharemos fachada por fachada, já poderemos ver o lado da Rua Siqueira Campos totalmente restaurado no segundo semestre”, projeta Guilherme.

Para a secretária da Fazenda, Pricilla Santana, dar seguimento à revitalização é uma forma de enaltecer a trajetória da Sefaz e de presentear não só os servidores, mas toda a população: “É um orgulho para nós poder seguir conduzindo esse trabalho de muitas mãos, o que mostra que o Estado gaúcho respeita e aplaude seu passado e seu futuro. O prédio da secretaria tem uma importância inestimável para o Centro da Capital. Tudo isso se torna ainda mais simbólico porque sabemos que esse e outros locais de trabalho conhecem a história de vida das pessoas que por eles passaram ao longo das décadas. O Casarão é a Sefaz, mas a Sefaz também é a vida de cada um que fez com que ela se tornasse o que é hoje”.

“É uma ótima forma de comemorar nosso aniversário, valorizando os servidores e trazendo qualidade de vida. Esse restauro era muito esperado por todos nós”, complementa a diretora de Administração da Sefaz, Adriana Oliveira.

A Secretaria de Obras Públicas, que também completa 134 anos em 2024, acompanha a intervenção. “Nosso trabalho tem por objetivo central agilizar as obras nos prédios públicos, de modo a qualificar as estruturas e, por consequência, a prestação de serviços. A revitalização da Sefaz mostra o compromisso do governo do Estado em preservar um prédio de grande valor histórico e arquitetônico”, afirma a titular da pasta, Izabel Matte.

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Vitrais da Catedral de Brasília https://estudiosarasa.com.br/vitrais-da-catedral-de-brasilia/ Fri, 07 Mar 2025 16:34:04 +0000 https://estudiosarasa.com.br/?p=990720 Cliente Concrejato Serviço Consultoria Localização Brasília – DF Ano 2009 Vitrais da Catedral de Brasília Em 2009, o Estúdio Sarasá fez consultoria para a restauração dos vitrais da Catedral Metropolitana de Nossa Senhora Aparecida, projeto de Oscar Niemayer, na capital Federal. A Catedral de Brasília é, reconhecidamente, uma obra monumental de extrema relevância ao Patrimônio...

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Cliente

Concrejato

Serviço

Consultoria

Localização

Brasília - DF

Ano

2009

Vitrais da Catedral de Brasília

Em 2009, o Estúdio Sarasá fez consultoria para a restauração dos vitrais da Catedral Metropolitana de Nossa Senhora Aparecida, projeto de Oscar Niemayer, na capital Federal. A Catedral de Brasília é, reconhecidamente, uma obra monumental de extrema relevância ao Patrimônio Histórico Nacional, cujos vitrais têm a assinatura da artista plástica Marianne Peretti.

Muito além da adequabilidade estética, as ações consistiram em diretrizes para a qualidade técnica, ao entendimento dos impactos, tensões e consequentes quebras espontâneas dos vitrais; a proposição de soluções e medidas resolutivas junto à equipe autora do projeto, contratante e órgãos de preservação, através de relatórios técnicos, acompanhamento da execução das peças e interface entre as partes.

Os vidros com os quais foram realizados os vitrais da Catedral de Brasília são de fabricação artesanal oriundos de técnicas de sopro. Dezesseis panos de vidros em formato triangular, curvados, subdivididos em reticulado trapezoidal, dispostos circularmente e inclinados em formato de tenda compõem a obra. O vitral, uma representação abstrata que, segundo a autora, representa a vida e a fé, os conflitos e as agruras da vida.

O Estúdio Sarasá executou monitoramento das temperaturas dos vitrais, elaboração de gráficos para estudo do gradiente térmico, coleta de amostras para ensaios, aferições de espessuras dos vidros existentes, apresentou embasamento técnico frente aos resultados das análises químicas e diagnósticos físicos, assim como estabeleceu parâmetros e materiais a serem utilizados na intervenção ao monumento.

A história, a concepção, a fluidez, o sentido da sacralidade àquele espaço, foram alguns dos aspectos trazidos diretamente pela artista, em cativante conversa, na época. Sua arte, integrada e fomentadora à arquitetura, inova e revela luminosidade, sol, cor, poética, além-formas orgânicas, nervosas, traçadas livremente, com sensibilidade, ritmo, criatividade. Uma obra viva, em movimento, que possibilita intensidade, leitura e sentimentos diferentes, a cada hora do dia.

As ações desenvolvidas foram alvo de profícuas pesquisas e diagnósticos para o embasamento das práticas conservativas, através de técnica, tecnologias e nossa experiência com a arte do vitral.

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Château d´Eau https://estudiosarasa.com.br/chateau-deau/ Fri, 07 Mar 2025 16:20:03 +0000 https://estudiosarasa.com.br/?p=990700 Cliente Companhia Riograndense de Saneamento-CORSAN, apoio da Prefeitura Municipal de Cachoeira do Sul Serviço Projetos, Conservação, Restauro e Zeladoria do Patrimônio Cultural Localização Cachoeira do Sul – RS Ano 2015 – 2016; 2021 Château d´Eau Em 2015, realizamos o Projeto Executivo de instalações hidráulicas, de águas pluviais e drenagem, de instalações elétricas de baixa tensão,...

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Cliente

Companhia Riograndense de Saneamento-CORSAN, apoio da Prefeitura Municipal de Cachoeira do Sul

Serviço

Projetos, Conservação, Restauro e Zeladoria do Patrimônio Cultural

Localização

Cachoeira do Sul - RS

Ano

2015 - 2016; 2021

Château d´Eau

Em 2015, realizamos o Projeto Executivo de instalações hidráulicas, de águas pluviais e drenagem, de instalações elétricas de baixa tensão, de SPDE, de luminotecnia. Conjuntamente, executamos a intervenção de conservação e restauro dos elementos construtivos e artísticos, pisos, forros, esculturas e ornatos, sistema de drenagem, calçamento, paisagismo, iluminação monumental, seguindo técnicas e saberes tradicionais.

Com o canteiro aberto à população, implementamos ações de Zeladoria do Patrimônio Cultural, com oficinas, explanações teóricas e práticas, visitações. Dentre as temáticas suscitadas, o ofício da conservação e do restauro, o resgate histórico do Chatêau, da história da cidade, do sistema de abastecimento e seu desenvolvimento, a sustentabilidade, o papel socioambiental concernente à água e à preservação do patrimônio cultural, os simbolismos e o Château como portal solar, com ênfase na dimensão humana.

Neste link, contamos as ações de preservação materiais e simbólicas deste imponente monumento: (https://www.youtube.com/watch?v=9W0E-5Q1B04).

Em 2018, o Projeto de Conservação, Restauro e Zeladoria do Château d’Eau recebeu menção honrosa no Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade.

Em 2021, através da continuidade do caminho participativo e da transmissão dos fazeres, realizou-se encontros de Zeladoria do Patrimônio Cultural. Iniciativas para o entendimento do estágio de conservação do bem cultural e a implementação de medidas curativas e preventivas ao castelo de águas. Foi feita a limpeza a seco e úmida do monumento, pintura de higienização à base de silicato, estucamento das fissuras e pintura das ninfas/náiades.Foi realizada, também, instrução de práticas a serem implementadas no monumento, pela equipe multidisciplinar da Prefeitura Municipal, assim como uma apresentação acerca dos aspectos materiais e simbólicos do Château.

Reportagem da TV Cachoeira Novo Tempo e filmagens de Renato Thomsen, com uso de drone, registraram as ações de Zeladoria no Chatêau d´Eau, em 2021: https://www.youtube.com/watch?v=uzrZPKtsDmk

Em Fevereiro de 2025, a Secretaria de Estado da Cultura, através de uma portaria, definiu diretrizes de proteção e intervenção para o entorno do Château d´Eau. Nesse sentido, evidencia-se a relevância do monumento e de seu horizonte, sua importância e marcação do tempo, nos equinócios e solstícios, sua relação com os ritmos da natureza.

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Ponte Torta https://estudiosarasa.com.br/ponte-torta/ Fri, 07 Mar 2025 16:13:01 +0000 https://estudiosarasa.com.br/?p=990682 Cliente Prefeitura Municipal de Jundiaí, Secretaria Municipal de Planejamento e Meio Ambiente Serviço Zeladoria do Patrimônio Cultural Localização Jundiaí – SP Ano 2014-2015 Ponte Torta O Projeto da Ponte Torta já nasceu como sendo uma iniciativa de Zeladoria do Patrimônio Cultural, foi contratado como tal, e contou com a participação da população de Jundiaí, tendo...

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Cliente

Prefeitura Municipal de Jundiaí, Secretaria Municipal de Planejamento e Meio Ambiente

Serviço

Zeladoria do Patrimônio Cultural

Localização

Jundiaí - SP

Ano

2014-2015

Ponte Torta

O Projeto da Ponte Torta já nasceu como sendo uma iniciativa de Zeladoria do Patrimônio Cultural, foi contratado como tal, e contou com a participação da população de Jundiaí, tendo sido uma ação transformadora da política cultural no Município. Uma carreta itinerante conduziu a Zeladoria por bairros distantes do centro, realizou a gravação de testemunhos, desenvolveu material lúdico e oficinas para crianças, palestras com temáticas correlatas à preservação do patrimônio, tudo com a transmissão do senso do zelar, além da conservação e a preservação físicas do edificado.

Propôs-se um ponto de memória, um belvedere, após a implementação das medidas de consolidação e educativas, no sentido de provocar o entendimento espacial e histórico da Ponte Torta, a democratização e fruição do Monumento, compreendendo-se sua função de ligação passada, entre o centro e a direção à ferrovia, transpondo-se, no tempo, sua essencialidade.

O Projeto de Conservação e Zeladoria da Ponte Torta fez pontes com o carnaval da cidade, trazendo destaque ao bloco do patrimônio, com o diálogo acerca da preservação de outros bens culturais, contagiando idades e uma diversidade de pessoas. A iniciativa, junto da Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente, sempre presente nas agendas culturais e desenvolvimento do projeto, demonstrou a importância do diálogo urbano junto ao patrimônio cultural.

O Estúdio Sarasá recebeu menção honrosa na Itália ao Projeto de Zeladoria da Ponte Torta de Jundiaí, na 5a Edição do Prêmio Internacional da Restauração do Patrimônio Arquitetônico Fassa Bortolo Domus restoration and preservation.

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Secretaria da Fazenda do Estado do Rio Grande do Sul https://estudiosarasa.com.br/secretaria-da-fazenda-do-estado-do-rio-grande-do-sul/ Fri, 07 Mar 2025 15:05:39 +0000 https://estudiosarasa.com.br/?p=990635 Cliente Estado do Rio Grande do Sul, por intermédio da Secretaria da Fazenda Serviço Conservação e Restauro Localização Porto Alegre – RS Ano 2019-2020; 2024 a atual Secretaria da Fazenda do Estado do Rio Grande do Sul No início do ano de 2024, iniciaram os trabalhos de conservação e restauro da edificação histórica que sedia...

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Cliente

Estado do Rio Grande do Sul, por intermédio da Secretaria da Fazenda

Serviço

Conservação e Restauro

Localização

Porto Alegre - RS

Ano

2019-2020; 2024 a atual

Secretaria da Fazenda do Estado do Rio Grande do Sul

No início do ano de 2024, iniciaram os trabalhos de conservação e restauro da edificação histórica que sedia a Secretaria da Fazenda do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, pelo Estúdio Sarasá.

O bloco da Avenida Mauá foi o primeiro a ser construído, a partir de 1919, e sediou a administração do Porto. Nos anos 80, deu-se o tombamento da Praça da Alfândega e seu entorno, quando o conjunto edificado da SEFAZ passa a ser reconhecido como patrimônio cultural do Estado, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE).

No nosso escopo, está a atuação na preservação das fachadas, corredores, pórtico, poços de luz, junto ao estudo da fisiologia do edifício e sua relação com o lago Guaíba, o que requer conhecimento e utilização de argamassas e tintas transpirantes, bem como pesquisa acerca de seus tons ocrizantes e terrorosos.

A intervenção tem o prazo de dois anos.

Em maio de 2024, Porto Alegre e todo o Estado do Rio Grande do Sul vivenciaram eventos climáticos de grandes impactos, que superaram os registros históricos. Com isso, toda a faixa de edificações históricas central, onde se localizam equipamentos culturais, ficou submersa por um longo período, inclusive com decorrências em seus acervos.  A edificação sede da SEFAZ sofreu os impactos advindos do ingresso e permanência das águas, que chegaram a uma altura aproximada de 2,00m, afetando nosso canteiro.

A incidência e permanência das águas nos bens culturais de Porto Alegre foi e está sendo observada pelo Estúdio Sarasá, através de análise visual e instrumental, com tecnologias, identificando-se as estruturas arquitetônicas, os materiais construtivos e os critérios adotados em intervenções, através de uma perspectiva sensível do meio e do humano.

De 2018 a 2020, intervimos em um dos pórticos da SEFAZ e realizamos tratamento das cimalhas e topos.

Reportagem contando o lançamento do projeto pode ser lida no link: https://www.estado.rs.gov.br/obras-de-restauro-do-predio-historico-da-secretaria-da-fazenda-comecam-neste-mes.

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Casarão Nhô Nhô Magalhães https://estudiosarasa.com.br/casarao-nho-nho-magalhaes/ Fri, 07 Mar 2025 15:00:04 +0000 https://estudiosarasa.com.br/?p=990593 Cliente Shopping Iguatemi Serviço Conservação e Restauro; Zeladoria do Patrimônio Cultural Localização São Paulo – SP Ano Desde 2010 Casarão Nhô Nhô Magalhães – Casa Higienópolis O Casarão Nhonhô Magalhães, hoje Casa Higienópolis, conta com aproximadamente 2.400m² de área visitável, distribuída em cinco pavimentos, e foi construído entre 1929 e 1939 para abrigar um dos...

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Cliente

Shopping Iguatemi

Serviço

Conservação e Restauro; Zeladoria do Patrimônio Cultural

Localização

São Paulo - SP

Ano

Desde 2010

Casarão Nhô Nhô Magalhães – Casa Higienópolis

O Casarão Nhonhô Magalhães, hoje Casa Higienópolis, conta com aproximadamente 2.400m² de área visitável, distribuída em cinco pavimentos, e foi construído entre 1929 e 1939 para abrigar um dos maiores cafeicultores do Estado de São Paulo, o barão Carlos Leôncio Magalhães (1875-1931).

Tombado nas esferas estadual e municipal, é um exemplo do ecletismo, com inspiração nos palacetes franceses do século XIX e outras influências europeias. Através das artes e ofícios, é possível a leitura das técnicas e estéticas do período e do pensamento advindos do café, tais como em suas pinturas murais, entalhes, vitrais, ornatos, detalhes artísticos do teatro, onde pode-se compreender a intenção e mestria dos artistas.

A intervenção de conservação e restauro integral do Casarão aconteceu ao longo de dez anos, tendo iniciado em 2010, e, como objeto, destacam-se as fachadas, a cobertura, muros, gradis, postes metálicos, piso externo em pedra portuguesa e tijolo, esquadrias, bens integrados, pisos internos em madeira e mármore, vitrais, pinturas decorativas, forros em estuque decorado, entalhes em madeira. O Estúdio Sarasá atuou em todas as fases da intervenção restaurativa, com equipes multi e interdisciplinares às especialidades.

Em 2023, equipe do Estúdio Sarasá participou do BRAU 6 – Bienal da Restauração Arquitetônica e Urbana, de 15 a 30 de Outubro, evento promovido pelo CICOP Itália (https://www.cicop.it/brau/en/brau6-presentation/), com apresentação e artigo intitulados The Silk Road and the Coffee Road: A legacy in the way of living in Brazil – House Nhonhô Magalhães, evento com a temática das tecnologias de restauração ao longo da rota marítima da seda. A publicação pode ser lida no link: https://www.dropbox.com/scl/fi/22nurzs6gtxo7and5ku0z/BRAU6-Proceedings.pdf?rlkey=ol9htdyypaoztqmswiussxd4t&dl=0

Recentemente, a reabertura do Casarão Nhonhô Magalhães foi objeto de matéria na Veja São Paulo (https://vejasp.abril.com.br/cidades/casa-nhonho-magalhaes-higienopolis/).

Mais alguns links acerca do Casarão:

https://www.youtube.com/watch?v=ypROz9yB510

Atualmente, aplicamos a Zeladoria do Patrimônio Cultural em sede das estruturas e do simbólico do bem cultural. O Casarão também integra, anualmente, a agenda de visitas a imóveis históricos da Jornada do Patrimônio de São Paulo, evento realizado pela Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de São Paulo, além de outros eventos culturais e visitas guiadas.

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