Uma fundação forte

História

Desde o começo, nossos mestres e nossas referências impulsionaram nossos valores com as artes, ofícios e com a passada do aprendizado.

Anos 30

Guerra Civil Espanhola (1936-1939)

Início da Segunda Guerra Mundial (1939)

Anos 40

Nasce, em 14 de setembro de 1940, em Arbucias, na Espanha, Gerardo Martin Sarasá

Final da Segunda Guerra Mundial (1945)

Anos 50

1952 – Luís Martin Lisbona, pai de Gerardo Sarasá, carpinteiro e conhecedor das artes dos entalhes, emite sua ficha consular de Barcelona para o Brasil.

1955 – Em 27 de maio, Gerardo chega ao Brasil (conforme ficha de estrangeiro e foto da família).

1956 – É fundando o Atelier Artístico Gerardo Sarasá, primeira empresa de artes e restaurações da família Sarasá no país, com especialidade nos ofícios de azulejaria e vitrais.

Anos 60

Gerardo participou de eventos significativos no campo das artes, como o 1º Salão da Paisagem Paulista, organizado pela Associação Paulista de Belas Artes. Ao longo de sua carreira, dedicou-se a uma formação artística abrangente, realizando cursos de Desenho de Propaganda na Associação Paulista de Belas Artes e de Restauração e Conservação no Museu de Arte Moderna de São Paulo, além de estudar Desenho na Continental Schools de Los Angeles. Dedicou sua vida ao aprimoramento dos conhecimentos e princípios artísticos, o que se refletiu nas diversas certificações, homenagens e medalhas que conquistou ao longo de sua trajetória.

Desde 1965, a marca artística de Gerardo é a natureza viva, pintando a fauna e a flora. Há vários esboços e painéis alusivos à Floresta Amazônica, inclusive com premiações em salões de arte.

No ano de 1966 Gerardo se apaixona por Maria Lizete, com quem se casa no ano seguinte.

1967 – Diploma da Associação Paulista de Belas Artes pela participação no Salão do jubileu de prata- medalha comemorativa e Diploma Continental Schools de Curso de Desenho em Los Angeles.

1968 – Nasce Antonio Luís Ramos Sarasá Martin, o Toninho.

Anos 70

Dos anos 60 a 70, a produção de Gerardo foca nas séries acadêmicas. Desde lá, o grupo da Associação Paulista de Belas Artes, sediado no centro de São Paulo, à Rua Conselheiro Cipriano, inicia viagens para estudos e trabalhos em várias paisagens. Na volta, colocam seus quadros para trocas e vendas na praça da República, o que, até hoje, é uma referência em feiras de artes.

A partir dos anos 70, Gerardo se dedica a projetos de conservação e restauração do patrimônio cultural edificado.

Na década de 70, faz, também, uma tentativa artística pelo moderno, o que é infrutífero, pois entendia que faltava algo e não assinava suas obras.

1972 – Nasce Marcelo Sarasá, artista, arquiteto e responsável técnico do Estúdio Sarasá.

1975 – Gerardo recebe menção honrosa da Associação Paulista de Belas Artes no 7º Salão da Primavera.

Anos 80

Nos 80, Gerardo é reconhecido como um ícone da pintura sacra, o maior produtor de arte sacra do país, com milhares de metros quadrados de painéis em azulejos por todo Brasil, América do Norte e Europa.

1981 – Gerardo Sarasá finaliza a restauração dos Monumentos na Serra Velha de Santos, hoje Parque Caminhos do Mar, na Serra do Mar. Projetados por Victor Dubugras e construídos na ocasião do centenário da Independência do Brasil, em 1922, são ornamentados com murais azulejares do artista Wasth Rodrigues. Na época, Toninho e Marcelo Sarasá, filhos de Gerardo, estabeleceram uma relação de afeto com as obras. Os trabalhos tiveram o acompanhamento do Arquiteto e Professor Carlos Lemos, à frente, na época, do CONDEPHAAT.

1984 – Gerardo é certificado pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo pelo curso de Conservação e Restauração.

De 1984 a 1986 – Realização da intervenção de conservação e restauro do Mural Cerâmico Santa Bárbara da artista Djanira, atualmente exposto no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro.

Em 23/03/1986 Gerardo Sarasá faleceu, deixando a obra de Djanira para ser finalizada, o que foi executado pelos filhos.

Do final dos anos 80 para o 90, iniciaram-se projetos e intervenções de conservação e restauro na Fortaleza da Barra Grande, no Guarujá, uma das primeiras atuações sem Gerardo. Para tal, Toninho contou com os ensinamentos do pai, com a experiência e aprendizado junto ao IPHAN, especialmente na pessoa do arquiteto Victor Hugo Mori.

Anos 90

Produções artísticas e execução de projetos e obras no Patrimônio Cultural, com todo o legado do Estúdio Artes Gerardo Martin Sarasá.

Anos 2000

Nasce o Estúdio Sarasá Conservação e Restauração.

No início dos anos 2000, elaboramos a Zeladoria do Patrimônio Cultural, a partir da recorrência restaurativa nos bens culturais e perdas na documentação histórica material. Inspirada na passada do conhecimento pelas artes e ofícios dos mestres e no aprendizado assistido, é entendimento, prática e método. A concepção se deu em atuação junto ao Museu de Arte Sacra de São Paulo. A Zeladoria resgata técnicas construtivas e saberes tradicionais, a cultura da memória e a atribuição de valores ao patrimônio pela coletividade, com a valorização da dimensão humana.

Anos 2010

O incentivo e aprendizados advindos dos amigos e mestres Carlos Lemos, Victor Mori e Mauro Bondi são determinantes para o sempre aperfeiçoamento e técnica em nossas atuações.

Mesmo com toda a experiência Sarasá além São Paulo e Brasil, a partir dessa década, destacam-se ações mais expandidas em outros Estados do país, no campo da conservação, restauração e Zeladoria do Patrimônio Cultural, tais como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Pernambuco.

2017 – A Zeladoria do Patrimônio Cultural é registrada perante o Escritório de Direitos Autorais da Fundação Biblioteca Nacional (Nº Registro 770.764, Livro 1.495, Folha 380).

2020

Em 2021, o Estúdio Sarasá realiza ações de conservação no complexo artístico e arquitetônico Parque Caminhos do Mar. O início das atividades é marcado pela visita de Carlos Lemos aos monumentos, na ocasião preservados para o seu centenário, em 2022, pelas mãos dos sucessores de Gerardo.

Da inspiração acerca da vida e do legado de Gerardo Martin Sarasá, dos caminhos percorridos por ele, pelos seus feitos, e pelo Estúdio Sarasá, empresa no campo da conservação e do restauro que sempre teve foco no social, na atuação com o patrimônio cultural, nasce o Instituto Sarasá. Vem da importância da ampliação de ações socioeducacionais e culturais, face a uma vocação humana e afetiva. Com as práticas de Zeladoria do Patrimônio Cultural, em canteiros abertos, oficinas, agendas participativas e coletivas, vê-se que a patrimonialização pode ser mais do que a materialização de bens culturais.